Margarida Gil e Adriana Niemeyer | Foto:Susana Cruz

Margarida Gil e Adriana Niemeyer | Foto:Susana Cruz

Nos preparativos para a 8ª edição do FESTIn, recebemos a visita da realizadora portuguesa Margarida Gil, que será homenageada em paralelo por parte da Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura, que este ano acolheu o festival como parte integrante das suas atividades.

Margarida Gil é uma das realizadoras mais importantes do cinema português contemporâneo, trazendo com a maioria dos seus filmes, uma visão feminina de um Portugal fora das metrópoles, ao mesmo tempo abordando a obsessão como parte essencial das suas personagens.

Nascida na Covilhã, Gil tem traçado uma carreira intensa na televisão, assim como no Cinema, e nesta última exercendo uma harmonia, uma total respiração pelas suas heranças filmícas – o Cinema Novo e a sua evasão de Lisboa (como tem sido comum nas produção “salazarentas”).

A realizadora estreou-se no território das longas-metragens com um filme de mulheres torturadas sob toques de pseudo-western, «Relação Fiel e Verdadeira» (1987), até chegar ao seu notório trabalho – «Rosa Negra» (1992), o “apalpar” de uma cidade rural construída em prol de plenas memórias. «Anjo da Guarda» (1998) marca a sua estadia de Lisboa, três depois do convite essencial de Fernando Pessoa em «A Luz Incerta», uma média-metragem subsidiada por Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura, tendo como base a obra do referido poeta lisboeta.

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Em 2004, regressa às luzes da ribalta com «Adriana» (2004), o ensaio fabulista de uma mulher com a missão de sobrevivência geracional da ilha que habita. Prolonga o o seu ciclo de mulheres de obsessões fragilizadas com «Paixão» (2012), onde explora os limites do sofrimento e da capacidade de amar em uma variação pouco convencional do “exercício de cerco“. Esta obsessão converte-se numa possessão, a paixão pelo cinema declarado através da figura incontornável e pouco revelada do crítico Joaquim Novais de Teixeira, em o docudrama «O Fantasma de Novais» (2012).

O FESTin apresentará com orgulho cinco das suas obras mais relevantes numa homenagem sincera e sobretudo simbólica para o papel da Mulher no Cinema, e sobretudo, o signo feminino de que o Cinema Português sempre abraçara com coração.

Os filmes integrantes deste ciclo são: «Fantasma de Novais» (02 de março, 18h30), «Adriana» (04 de março, 17h), «Rosa Negra» (05 de março, 17h), «Anjo da Guarda» (07 de março, 2oh30) e «Paixão» (08 de março, 18h30).

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